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Profissionais da Fundacentro publicam artigos em diferentes plataformas

Maria Maeno no lançamento do livro Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil Foto:Cristiane Reimberg

Textos sobre diferentes temas do mundo do trabalho podem ser lidos na íntegra

Por ACS/ Cristiane Reimberg em 10/01/2018

Pesquisadores, tecnologistas e analistas em ciência e tecnologia da Fundacentro publicaram artigos em livros, revistas e anais de congressos em 2017. Nesta matéria, reunimos alguns dos textos publicados, que abordam temas como eSocial, o trabalho dos jornalistas, inovação e sustentabilidade, a enquete operária de Marx, as mulheres no mercado de trabalho e o trabalho de agentes de recursos humanos no serviço público.

O e-Social: para além das tabelas, números e questões operacionais

O artigo “O e-Social: para além das tabelas, números e questões operacionais”, escrito pela médica e pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno, faz parte do livro “Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil”, lançado em São Paulo/SP, em 7 de dezembro, no Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo.

Segundo a procuradora e vice-coordenadora da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho - Codemat, Juliana Oitaven, a intenção do livro é suscitar o debate diante de mudanças que alteram o paradigma dos direitos sociais, refletindo especialmente sobre os impactos à saúde e segurança dos trabalhadores.

Na ocasião, Maria Maeno chamou atenção para a mitificação dos sistemas de gestão, como se fossem capazes de resolver todos os problemas. Já em relação ao eSocial, a médica questiona: “Quando entram na plataforma, quem entra e informa? A ocultação não continuará sendo uma prática? É a empresa que declara”.

A obra é fruto de convênio entre a Procuradoria Regional do Trabalho da 20ª Região e a Universidade Federal de Sergipe – UFS e de parceria do Getrin20 (Grupo de Trabalho Interinstitucional da 20ª Região/Sergipe).

A relação entre trabalho e vida pessoal para os jornalistas

O artigo “A relação entre trabalho e vida pessoal para os jornalistas” foi publicado nos anais do 15º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, realizado pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo – SBPJor. Durante o evento, ocorrido na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP, em novembro, a jornalista e analista da Fundacentro, Cristiane Oliveira Reimberg, fez uma apresentação sobre o texto e coordenou a Sessão Saúde e Jornalismo.

Em sua apresentação, destacou que o trabalho afetou muito a vida pessoal dos jornalistas com mais de 60 anos entrevistados pela pesquisa, em alguns casos, com prejuízos à família, que sofreu com ausência deles. Os jornalistas de 46 a 59 anos relataram a busca de um equilíbrio entre vida familiar e trabalho, mas a análise das entrevistas mostra que eles nem sempre conseguem esse equilíbrio e se dedicam demais ao seu ofício. A própria negativa em separar vida pessoal e o trabalho mostra esse envolvimento. Já os jornalistas com menos de 45 anos enfatizam que o trabalho afeta bastante a vida pessoal, que trabalham muito e que falta tempo para o lazer e para a vida familiar.

O sentido do trabalho para o jornalista

O artigo “O sentido do trabalho para o jornalista” foi publicado nos anais do 40º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, realizado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom. Durante o evento, ocorrido na Universidade Positivo em Curitiba/PR, no mês de setembro, a jornalista e analista da Fundacentro, Cristiane Oliveira Reimberg, fez uma apresentação sobre o texto e coordenou a Sessão “Sobre história e condições de produção aos novos modelos de gestão em jornalismo”.

Na ocasião, a professora da ECA/USP, Roseli Figaro, destacou que nos novos arranjos produtivos no jornalismo há uma relação intrínseca entre organização e trabalho. Com profissionais multitarefas, o financiamento e o futuro de iniciativas tidas como alternativas, independentes ou coletivas são uma incógnita. O professor da PUC/RJ, Leonel de Azevedo Aguiar, falou sobre as imagens amadoras e de vigilância na produção jornalística e a reconfiguração do mercado de trabalho no telejornalismo. Ele ressaltou a busca por imagens sensacionais e a cobrança para que os profissionais produzam cada vez mais rápido. A professora da ECA/USP, Alice Mitika Koshiyama, por sua vez, abordou a relação entre jornalismo, história e o desafio de uma revisão do passado.

Já a analista da Fundacentro falou sobre o sentido do trabalho para os jornalistas. A partir de pesquisa realizada com jornalistas de diferentes gerações, constatou que não se vê ruptura nos sentidos apresentados, que permitem a adesão à profissão e dedicação total. Usando a psicodinâmica do trabalho como referencial teórico, a pesquisadora concluiu que suportar os sofrimentos e ter prazer no trabalho, apesar deles, têm muito a ver com o sentido que o trabalho tem para os jornalistas e o grande espaço que ele ocupa em suas vidas. As condições de trabalho são criticadas, mas a visão idealizada da profissão é mantida. Os sentidos de missão, vocação, papel a cumprir à sociedade estão implícitos nos discursos e gestos dos entrevistados durante todas as entrevistas.

O discurso da inovação e da sustentabilidade: a constituição do ethos discursivo em um editorial da Revista Dinheiro

A revista Intexto (n° 39, de maio/ago. 2017), do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, trouxe o artigo “O discurso da inovação e da sustentabilidade: a constituição do ethos discursivo em um editorial da Revista Dinheiro”. De autoria do analista em ciência e tecnologia da Fundacentro, Mauro Maia Laruccia, e da professora da PUC/SP, Valdenise Leziér Martyniuk, o trabalho investiga como o ethos discursivo é constituído e contribui para a mobilização dos conceitos de inovação e sustentabilidade.

O texto apresenta os sentidos de inovação e sustentabilidade aplicados atualmente tanto nos discursos das empresas como os presentes na mídia. Os autores analisaram o editorial “Responsabilidade social e meio ambiente”, publicado na Revista Dinheiro de agosto de 2011. “Conclui-se que o ethos discursivo é um discurso de intencionalidades e não de realizações ou de ações efetivas quanto à sustentabilidade e à inovação”, afirmam.

Trabalho, saúde e formação política na enquete operária de Marx

A Revista Trabalho, Educação e Saúde (vol.15, n° 1, Jan./Abr. 2017), da Fiocruz, publicou o artigo “Trabalho, saúde e formação política na enquete operária de Marx”, de autoria do analista em ciência e tecnologia Júlio César Lopardo Alves e do pesquisador José Marçal Jackson Filho, ambos da Fundacentro.

O artigo analisa a atualidade da enquete operária publicada por Marx em 1880 para investigar as condições de vida e saúde da classe trabalhadora francesa. “Além da investigação em si, tratava-se de politizar e fortalecer as organizações de luta dos trabalhadores franceses. A Enquete é, portanto, um mecanismo de investigação e politização da classe trabalhadora”, explicam os autores.

Os servidores da Fundacentro discutiram quatro aspectos da enquete de 1880: desenvolvimento e utilização, acidentes de trabalho, jornadas e intensidade do trabalho, salários e condições de vida. Para eles, a consistência da enquete se deve à teoria marxista que a sustenta, e a validade dela permanece atual.

“A Enquete operária é atual por seis razões principais: explora problemas de saúde e de vida que continuam presentes no mundo contemporâneo; relaciona problemas de saúde e de vida dos operários ao processo de produção capitalista; valoriza o saber dos trabalhadores; sintetiza a teoria desenvolvida por Marx em O capital; integra a luta por saúde dos trabalhadores na luta pela libertação do trabalho; e pode servir como base para futuras enquetes operárias”, afirmam os autores.

Inovação no local de trabalho: uma análise do discurso sobre a Zara no Brasil

O livro “Sentidos do Consumo: os desafios do cenário contemporâneo à luz da semiótica de Greimas” apresenta o artigo “Inovação no local de trabalho: uma análise do discurso sobre a Zara no Brasil”, de autoria de Mauro Laruccia, da Fundacentro, e Valdenise Martyniuk, da PUC/SP.

Os autores analisam a matéria “Ministério do Trabalho autua Zara por descumprir compromisso”, publicada na Folha de S.Paulo de 11 de maio de 2015, que noticia a submissão da empresa a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), depois que fiscais constataram a subcontratação de trabalhadores em condições degradantes.

“No caso aqui convocado, a organização Zara é narrada como um anti-herói, e a narrativa flagra a sua incompetência na gestão da inovação e da qualidade de vida no trabalho. O jornal atua como um destinador sancionador, que convoca outro ator (o Ministério do Trabalho) para sustentar essa desforização do sujeito corporativo. A marca, embora tenha relativo sucesso comercial no Brasil, ainda sofre as consequências desse fato...”, apontam os autores.

O papel dos agentes de recursos humanos na implementação da Política de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho do Servidor Público Federal (PASS)

A Revista do Serviço Público (vol.68, n° 1, jan./mar. 2017), da Escola Nacional de Administração Pública - Enap, publicou o artigo “O papel dos agentes de recursos humanos na implementação da Política de Atenção à Saúde e Segurança do Trabalho do Servidor Público Federal (PASS)”, de autoria da analista em ciência e tecnologia Tarsila Baptista Ponce e do pesquisador José Marçal Jackson Filho, ambos da Fundacentro.

Esse artigo analisa o trabalho dos agentes de recursos humanos - RH na intermediação entre os servidores, afastados por problemas de saúde, e a unidade do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde dos Servidores – Siass em São Paulo/SP. Para tanto, foram entrevistados 10 profissionais, avaliando-se as possibilidades de ação e o poder de agir desses sujeitos para realizar o seu trabalho diante das limitações institucionais.

“Os resultados mostram que o trabalho dos agentes está voltado, sobretudo, às práticas de controle dos afastamentos dos servidores ao trabalho, ocorrendo em serviços que não dispõem de recursos e estrutura suficiente. Desse modo, a PASS tem sido pouco efetiva para enfrentar os problemas de saúde dos servidores”, afirmam os autores. “Faz-se necessário ampliar a margem de ação dos agentes de RH através da melhoria dos meios e dos recursos, assim como da manutenção de processo contínuo de capacitação voltado à temática de saúde e trabalho com ênfase no serviço público”, completam.

A trajetória das mulheres no mercado de trabalho do Brasil

Em janeiro de 2017, foi concluída a edição do livro “Territorio(s), género, trabajo y políticas públicas en América Latina Chile 2015”. A obra traz o artigo “A trajetória das mulheres no mercado de trabalho do Brasil”, de autoria do analista Mauro Maia Laruccia e do tecnologista Rogério Galvão da Silva, ambos da Fundacentro, Wilton Garcia Sobrinho, da Universidade de Sorocaba, e Sacha Darke, da Universidade de Westminster (Londres).

O artigo apresenta os resultados de pesquisa quantitativa realizada com 70 mulheres atuantes no mercado de trabalho no estado de São Paulo a partir de aplicação de questionário (levantamento de dados ou survey). Buscou-se delinear como o processo de nivelamento de gênero nas organizações é percebido pelas mulheres.

“A pesquisa revelou que, de forma geral, ainda faltam muitas barreiras a serem transpostas para de fato, as mulheres serem reconhecidas profissionalmente e mostrarem sua capacidade de liderança e foi nesta direção que se procurou analisar a trajetória das mulheres no mercado de trabalho, tendo como foco a diferenciação e a desigualdade de gênero no campo organizacional, abordando as dificuldades de ascensão das mulheres e as consequências que influenciam no desempenho de suas atividades”, concluem os autores.

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